Porto do Salão

Este porto, de difícil acesso tanto pela terra como pelo mar, abrigava quatro botes, e obrigava os baleeiros a grande perícia tanto ao fazer arriar os botes como para os varar. Contou-me o Sr. Luís Borges, antigo baleeiro da freguesia do Salão, que os botes eram sempre varados pela ordem inversa à qual seriam arriados da próxima saída à baleia, a falta de espaço a isso obrigava. Então os baleeiros, de uma forma democrática, faziam rodar essa ordem, de forma que não fossem sempre os mesmos os primeiros a arriar o bote. Contou-me o Sr. Luís que este esquema conduziu a algumas desventuras, pois para o segundo e seguintes botes saírem para o mar, o primeiro tinha de ser lançado para abrir caminho. Ora em dias de mau tempo, com o mar claramente a desaconselhar qualquer saída, o oficial do primeiro bote, picado pela competitividade, arriava a sua embarcação, para mais tarde não ouvir das outras companhas “eu não saí porque tu não saíste!”

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