O Filme “Baleias e Baleeiros” estreia em Portugal

Para quem está em Lisboa, esta é a primeira oportunidade de assistir a este documentário açoriano.

A sessão de cinema vai acontecer no dia 13 de Fevereiro de 2014, às 21h30, na Cinemateca Portuguesa.

“Baleias e Baleeiros” é uma longa metragem documental, com a duração de 138 minutos, realizada por Luís Bicudo e filmada nas Ilhas do Faial e do Pico.

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Baleias e Baleeiros – Trailer – Português from Luís Bicudo on Vimeo.

“A Banana do Pico” de volta a Lisboa

Postal5 copyPara quem ainda não teve oportunidade de ver, a curta-metragem “A Banana do Pico” vai passar no Cinema City Alvalade Classic, em Lisboa, no dia 17 de Novembro às 20h00, no âmbito da Mostra de Cinema dos Açores – AMOSTRAM’ISSE. http://amostramisse.blogspot.com/

“A Banana do Pico” (Documentário), duração de 27 minutos, HDV 2010.

Entre outras exibições públicas, destaco a: Selecção do júri para o Faial Film Fest 2010; Panorama 5a Mostra de Documentário Português, 2011.

E os prémios: PrimeirOlhar/Oficial, PrimeirOlhar/Ibertelco e PrimeirOlhar/IPJ nos XI Encontros de Viana, 2011; e o Primeiro Prémio Labjovem 3ª edição, 2012 (jovens criadores açoreanos)

 

Mystic Seaport, o museu da América e do mar

Mystic Seaport
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Mystic Seaport é uma vila-museu, localizada na cidade de Mystic, no estado Norte-Americano de Connecticut, mesmo no estuário do rio Mystic.
A vila costeira é composta por mais de sessenta casas-museu cuidadosamente restauradas, e é também conhecida pela sua colecção de barcos à vela, de madeira. Está recheada com uma colecção magnífica e admirável de peças históricas e de arte. Uma das voluntárias que lá trabalha, disse-me que está constantemente a encontrar novas peças, mesmo quando pensa que já conhece tudo à sua volta.
Partilho aqui algumas imagens da minha curta visita.
A escuna "America" ganhou em 1851 a regata que a partir de então ficou conhecida como America's Cup, o trofeu desportivo internacional mais antigo ainda em competição.

A escuna “America” ganhou em 1851 a regata que, a partir de então, ficou conhecida como “America’s Cup”, o troféu desportivo internacional mais antigo ainda em competição.

O bote baleeiro americano Beetle, chama-se assim porque foi Charles Beetle, o construtor de botes baleeiros mais famoso de New Bedford, que desenhou este modelo. Foi com base em botes baleeiros deste género que foi desenvolvido o bote baleeiro açoreano. No entanto, o bote açoreano é maior, com espaço para mais um homem (7) assim como um mastro e vela maiores.

O bote baleeiro americano Beetle, chama-se assim porque foi Charles Beetle que desenhou este modelo, o construtor de botes baleeiros mais famoso de New Bedford. Foi com base em botes baleeiros deste género que foi desenvolvido o bote baleeiro açoreano. No entanto, o bote açoreano é maior, com espaço para mais um homem (7 no total) assim como um mastro e vela maiores.

Um trabalho em osso de baleia onde se pode ver vários botes na caça da baleia, enquanto no navio mãe se iniciam os trabalhos de remoção da gordura a uma baleia já morta, encostada ao navio.

Um trabalho em osso de baleia, onde se pode ver vários botes na caça da baleia, enquanto no navio-mãe iniciam-se os trabalhos de remoção da gordura a uma baleia já morta, encostada ao navio.

Miniatura de um brigue baleeiro. Estes navios, mais pequenos e rápidos do que as grandes barcas, eram usados em viagens baleeiras mais rápidas, o que o Herman Melville chama de "plum-pudding", viagens em escunas ou brigues que tinham como objectivo apenas caçar baleias no Atlântico norte.

Miniatura do brigue baleeiro “Viola”. Estes navios, mais pequenos e rápidos do que as grandes barcas, eram usados em viagens baleeiras mais curtas, o que Herman Melville chama de “plum-pudding”, viagens em escunas ou brigues que tinham como objectivo caçar baleias apenas no Atlântico Norte.

Na loja do ferreiro, encontrei mesmo o ferreiro a trabalhar com instrumentos do sec XIX. Ele explicou-me quem foram os inventores dos vários modelos de arpôes, assim como as suas vantagens. O quarto a contar de cima é o "toggle-iron arpoon" inventado por Lewis temple, que evoluiu para o arpão que está em baixo, que foi o modelo largamente utilizada na baleação açoreana

Na oficina do ferreiro, encontrei o senhor a trabalhar com instrumentos do séc. XIX. Ele explicou-me quem foram os inventores dos vários modelos de arpões, assim como as suas particularidades. O quarto a contar de cima é o “toggle-iron arpoon”, inventado por Lewis Temple. Mais tarde evoluiu para o arpão que está em baixo, que foi o modelo utilizado na baleação açoreana.

Estive a bordo do Charles W. Morgan, a jóia da coroa do Mystic Seaport, o último navio baleeiro em madeira ainda existente. Foi construído em 1841, e 80% das suas madeiras ainda são as originais. Actualmente está a ser meticulosamente restaurado, usando as mesmas técnicas tradicionais com que foi  construído. Em 2014 irá navegar novamente, numa viagem a tocar nos vários portos emblemáticos de Nova Inglaterra. O casco já foi reabilitado e o navio já se encontrava na água, mas ainda falta muito trabalho a fazer.

Estive a bordo do “Charles W. Morgan”, a jóia da coroa do Mystic Seaport, o último navio baleeiro em madeira ainda existente. Foi construído em 1841, e 80% das suas madeiras ainda são as originais. Actualmente está a ser meticulosamente restaurado, usando as mesmas técnicas tradicionais com que foi construído. Em 2014 irá voltar a navegar, numa viagem ao longo dos vários portos emblemáticos de Nova Inglaterra. O casco já foi reabilitado e o navio já se encontra na água, mas ainda há muito trabalho pela frente.

No estaleiro do Mystic Seaport, estão em construção os mastros  para o Charles W. Morgan.

No estaleiro do Mystic Seaport, estão em construção os mastros para o Charles W. Morgan.

Uma miniatura do Charles W. Morgan.

Uma miniatura do “Charles W. Morgan”.

http://www.mysticseaport.org